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| Momentos Inesquecíveis para os Torcedores
Palmeirenses
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| Um soteropolitano em São Paulo
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Um dos meus grandes sonhos ao longo da minha vida sempre foi conhecer o
Palestra Itália, ver o Palmeiras jogar ali dentro, pisar no gramado do nosso
estádio e levar pra casa um pedaço de grama como recordação. Entrar no gramado
não seria permitido, mas o resto eu conseguiria realizar.
Em janeiro de 2007, eu e mais alguns colegas da UCSAL iríamos viajar pra São
Paulo, para fazer um curso na ESPM. Por falta de dinheiro, tivemos que adiar a
viagem para julho. Mas valeu a pena. A minha história explica o porquê.
Nos dias que eu estive em São Paulo, o Palmeiras iria jogar no Palestra Itália.
Seria pleonasmo se alguém me perguntasse se eu ia pra esse jogo. A primeira
coisa quando pisei na cidade, em 1º de julho, foi procurar o ingresso do jogo.
Ainda não estava à venda, só no dia seguinte. Sem problemas.
Na tarde do dia 2, fui para a frente do Palestra comprar o meu ingresso.
Aproveitei pra fazer a minha feira também. Explorei as redondezas do Palestra,
e percebi que tudo ali era verde, tudo lembrava o Palmeiras. Entrei nas lojas
do Verdão e comprei tudo que eu tinha direito. Eu iria conhecer (literalmente
falando) o estádio do Verdão três dias depois, uma quinta-feira, que era o dia
de visitas.
Passei quase 2 horas ali dentro, tirando fotos e gravando vídeos, e só saí
porque tinha compromisso com o meu curso na ESPM. Mas a melhor parte da minha
viagem ficou mesmo por conta daquela terça-feira, 3 de julho. Era o dia que eu
ia realizar o meu sonho de ver o meu time jogar em casa, no estádio mais lindo
do mundo.
Era pouco mais de 18h, quando eu saí do hotel, sendo que o jogo estava marcado
para 19h30. Chegamos na estação da Barra Funda faltando poucos minutos para o
início da partida contra o América-RN. Tentei agilizar o máximo que pude pra
entrar no estádio a tempo, mas eu estava com uma amiga, que mal aguentava andar
de cansada. O meu desespero era tanto que eu nem percebi que eu estava pedindo
uma informação a um torcedor que estava sendo abordado por um policial. Passei
em frente ao estádio, e do lado de fora já ouvia-se os gritos daquela torcida
maravilhosa. Vi um cambisa vendendo um CD do Palmeiras. A minha vontade erade
parar pra comprar aquele CD era imensa, mas não tão grande quanto a de chegar
logo na arquibancada.
Chegamos ao portão principal a tempo, o jogo ainda não tinha começado. Porém,
não era o nosso portão. A nossa entrada ela pela Matarazzo, do outro lado do
estádio. Mal acreditamos, tivemos que correr, dar uma volta olímpica para então
conseguir finalmente entrar no Palestra. Perdemos 5 minutos de jogo, mas nenhum
de emoção. Quando eu entrei e olhei pros lados, via só camisas verdes e
brancas, uma torcida linda que não parava de gritar nem 1 só minuto. Do lado,
os tambores e cantorias da TUP. Era emocionante! Poucos minutos de jogo, e o
Verdão me deu o prazer de gritar GOL pela primeira vez no meu estádio. Eu não
parava de pular de alegria. Alegria essa que só aumentou quando alguns minutos
depois, veio o segundo gol. 2 dos gols mais marcantes da minha vida! Quem fez
os gols eu nem reparei, só conseguia prestar atenção na raça dos jogadores e na
brilhante atuação da minha torcida. Eu estava com sede de gritar pelo 3º, pra
fechar com chave de ouro. Não aconteceu, mas saí de lá satisfeito e realizado.
Palestra Itália: a primeira maravilha do mundo. Eu estava me sentindo em casa,
e voltei pra Salvador com a promessa de que um dia eu regressaria...e para
ficar! Ali era o meu lugar.
Dia 26 de agosto, quase 2 meses depois daqueles dias mais marcantes da minha
vida, imaginei os torcedores lá de Perdizes comemorando os 93 anos de glórias
com um lindo movimento por parte das torcidas organizadas do Verdão, chamado
"Tsunami Verde", e sonhando que daqui a cerca de 1 ano e meio, quem sabe, eu
poderei estar lá, morando em Sampa, fazendo parte desse movimento e
comemorando, junto com a torcida mais linda do mundo, os 95 anos do Verdão!
Lendro Carneiro Nunes
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| Palmeiras desde criançinha
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Não tenho certeza do dia mais o Palmeiras ia jogar contra o time da cidade onde
moro, Rio Branco. Se o Palmeiras ganhasse, o Rio Branco seria rebaixado e isso
queria dizer que eu não assistiria mais jogo do meu time. Eu tinha 11 anos.
Hoje tenho 12.
O jogo começou e não demorou muito para o Rio Branco fazer 3 gols em cima do
Palmeiras. Eu saí daquele jogo arrasada.
Um ano depois, o Palmeiras veio jogar na minha cidade, novamente contra o Rio
Branco. Entao eu entrei no campo como mascote e quase chorei de felicidade,
pois pude pegar na mao do Valdivia. O jogo começou e foi se desenrolando: 1 x 0
Palmeiras , pênalti para o Rio Branco: 1x1 e no finalzinho, gol do Valdívia.
Eu explodi de felicidade, mas isso não bastava para minha mae e ela insistiu
tanto que conseguiu ficar na porta do vestiário, juntoa a outros torcedores,
esperando os jogadores. Eu desci também e tiramos foto e pedimos autógrafos.
Esse foi, definitivamente o melhor dia da minha vida.
Ohanna Jade do Amaral
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| Um jogo que realmente me emocionou
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Um jogo que realmente me emocionou não foi nenhum clássico, nenhuma semifinal
ou final de campeonato, e sim um jogo da TAÇA DE PRATA em 1981, no Parque
Antártica, 1 a 0 sobre o Internacional gaúcho. Não, não era o famoso Colorado
gaúcho, mas o de SANTA MARIA, pasmem!!
Fiquei boquiaberto quando o estádio foi enchendo, enchendo até que quase não
coubesse mais nenhum torcedor!! Nem foi pelo jogo em si, por sinal mal me
lembro quem fez o gol, talvez o Baroninho, sei lá...mas o que me emocionou
mesmo foi a TORCIDA, que lotou o estádio com quase 30 mil torcedores, num jogo
de primeira fase de Taça de Prata, que era a 2.a divisão do Brasileiro na
época, pejorativamente chamada de Taça de Lata.
Aliás a torcida continuou me encantado, pois qualquer jogo que fosse, vamos
dizer, um joguinho, o estádio LOTAVA!! Exatamente como em 2003, depois da queda
para a série B, quando praticamente foi a TORCIDA PALMEIRENSE que empurrou o
time para a série A do Brasileiro, sempre lotando o estádio, não importando se
estavamos na Segundona...
Isso só vem provar que a TORCIDA PALMEIRENSE não é uma qualquer...ela tem
aquele ALGO MAIS que não é só aquela "certa torcida" gaba-se de ter. A TORCIDA
PALMEIRENSE também tem a HUMILDADE em ajudar o time quando ele precisa e não
estar presente só nas horas de vitórias e glórias, como "outra certa torcida",
pois é muito fácil torcer para um time que só ganha... Nas horas difíceis que
surge a GRANDEZA de uma torcida!!!!
Alviverde
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| Fomos melhores mas o juiz atrapalhou ... |
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Era uma manhã de novembro. Meu coração estava tão agitado que não me aguentava.
Posso dizer que não fechei os olhos antes do jogo mais esperado da história
palestrina. Por ser um dia especial faltei na escola (o motivo valia a pena).
Quando chegou a hora do jogo, observei pela televisão os jogadores do
Manchester que pareciam não dar a mínima para o jogo (talvez pensaram que iriam
golear), apesar do técnico do time inglês dizer que o Palmeiras era o melhor
time do mundo naquele ano. No momento em que o juíz apitou fiquei apreensivo,
pois o time tinha mudado bastante e que o colombiano Asprilla jogaria no lugar
de Evair. Entretanto, o que se viu no início do jogo foi um massacre alviverde.
O Palmeiras "bailou" em campo, deixando os ingleses atordoados... só que numa
falha, Keane fugiu pela esquerda passou por Júnior Baiano (que deveria estar na
área) e cruzou... o tão brilhante Marcos, deu um passo à frente e foi traído
pela bola, que encontrou os pés do carrasco Giggs. Bola para frente. Tinha
certeza que jogando aquele futebol do primeiro tempo viraríamos. E jogamos
melhor ainda. Alex e Zinho costuravam a zaga dos campeões europeus e, num lindo
lance de Alex, com um chute certeiro, o Palmeiras chegou ao empate. Contudo, um
idiota, querendo puxar o filme para o lado europeu anulou (até hoje não sei a
causa) o gol de Alex. Heroicamente, o Verdão sufocou o Manchester e num
cruzamento de Zinho Alex cabeceou raspando a trave. Já no final do jogo (talvez
por capricho do gol de Oséas contra o Cruzeiro), o atacante palestrino perdeu o
gol praticamente debaixo das traves. O jogo seguiu e o Manchester foi Campeão
Mundial. Não esquecerei jamais esse jogo, pois vi o Palmeiras arrasar os
europeus mostrando um grande tiome ao mundo. Até hoje, na história do
Manchester em sua galeria de títulos (pesquisei no site da equipe) está no
centro a sua maior conquista: o Mundial Interclubes e lá diz:"Manchester - ENG
1 Palmeiras-BRA 0. Depois de um difícil jogo contra os melhores do mundo
conquistamos o mundial. Parabéns aos nossos jogadores". Quando li este
documento fui às lágrimas. Tenho certeza que aquele jogo ainda não terminou em
minha cabeça e com certeza absoluta o PALMEIRAS foi o verdadeiro Campeão
Mundial daquele ano. Parabéns Felipão e jogadores...
João Pedro Acorinte
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| De gambá, eu só quero o desespero |
Um momento inesquecível de torcedor foi o jogo Palmeiras e os Gambás, na
decisão por pênaltis.Eu e um amigo fomos assistir ao jogo em bar que estava
repleto de gambás. Meio que a contra-gosto e debaixo de todo o tipo de gozação,
nos sentamos e ficamos firmes, acreditando na vitória do Verdão.
Após os Gambás virarem o jogo para 2x1, um gambá desafiou meu amigo e eles
apostaram uma caixa de cerveja. Quando viramos o jogo com o gol do Galeano, e a
disputa foi para os pênaltis, meu amigo gritou: "Agora a caixa de cerveja é
minha". Não deu outra: Marcelinho bate e Marcão defende!!!!!
O desespero tomou conta do bar, enquanto meu amigo se apossava da caixa de
cerveja. Mas o pior para os gambás presentes foi quando meu amigo começou a
abrir as garrafas de cerveja e uma a uma ele despejava tudo na sarjeta, sem
tomar nenhum gole. E com um sorriso enorme no rosto ele dizia: "de gambá eu só
quero o desespero."
Abraço.
Carlos José Vital Passoni - Engº Civil
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| Dia, Dias e Semanas de uma Vida |
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O Ano era 1999 e o dia 19 de Maio. Essa é a data onde começou uma das histórias
mais emocionantes da minha vida e que com certeza será contada para meus
filhos, netos e bisnetos.
Nesse 19 de Maio foi o primeiro jogo da semifinal da Libertadores da América,
onde o Palmeiras teria uma difícil missão de conseguir um bom resultado,
jogando na casa do River Plate contra um timaço comandado pelo Maestro" Ariel
Ortega". Eu, aqui em São Paulo, mesmo faltando uma semana para o segundo jogo
contra o River aqui no Palestra, já comecei a dar meus pulos para garantir meu
ingresso. Naquele ano, os ingressos para o segundo jogo começavam a ser
vendidos no dia do primeiro jogo, ou seja, nós comprávamos o ingresso para o
próximo jogo mesmo sem saber qual o resultado do primeiro jogo.
Naquele dia 19 eu, por ser Office-Boy na época, consegui chegar 11 horas da
manhã no Palestra para garantir o meu, mas para minha decepção, todos os
ingressos já tinham sido vendidos, ou seja, uma semana antes do segundo jogo.
Às 11 horas da manhã do primeiro dia de venda de ingressos, já não havia mais.
Eu inconformado com aquela situação resolvi, junto com milhares de outros
palmeirenses sem ingresso, que só sairia do Palestra com o meu na mão. O dia
foi passando e por volta das 14:00, diante de inúmeros cambistas que caminhavam
tranqüilamente pelas ruas, um grupo de palmeirenses revoltados com os preços
que estavam sendo comercializados os ingressos (R$100,00) começou um tumulto
com um grupo de cambistas e no meio daquela discussão recheada de ameaças, um
cambista intimidado, para evitar o pior, acabou jogando um punhado de ingressos
que estava em sua mão para o alto, com isso espalhando-os por toda a calçada, e
eu, como estava perto de toda aquela situação, não perdi tempo, me atirei ao
chão e resgatei 2 ingressos.
Pois bem, meu objetivo foi conquistado. Fui embora do Palestra com 2 ingressos
para semifinal, só me restou aguardar a partida chegar. O Palmeiras após uma
dura partida acabou perdendo o jogo por 1 x 0 na Argentina e precisava de pelo
menos uma vitória simples no jogo de volta para ir à tão sonhada final.
Chegou o dia 26 Maio, uma Quarta-Feira, segundo jogo contra o River no
Palestra, eu acabei não dando nem vendendo meu segundo ingresso para ninguém ,
pois como todo torcedor fanático, tenho o costume de colecionar ingressos e
resolvi deixar aquele segundo para minha coleção pois seria uma boa lembrança,
e fui sozinho ao jogo.
Se eles tinham Ariel Ortega nós também tínhamos um grande maestro no meio
campo, um craque chamado "Alex" que naquela noite literalmente acabou com o
jogo, jogando de uma maneira exuberante, espetacular, com maestria fazendo jus
ao nome "Academia" dado ao Palmeiras. Placar 3 x 0 nos argentinos e muita,
muita, mas muita festa nas arquibancadas do Palestra e nas ruas de São Paulo em
comemoração à passagem do Palmeiras para a tão sonhada final.
Na grande final, o Palmeiras iria enfrentar um time colombiano chamado
"Deportivo Cáli", que havia derrotado o paraguaio "Cerro Porteño" na semi. Um
time, até então, não tradicional da América Latina, mas que havia feito uma
excelente campanha no torneio e acabou derrotando o Palmeiras no dia 02 de
Junho por 1 x 0 na Colômbia, conseguindo assim a vantagem do empate na final no
Palestra Itália.
Chega o dia 16 de Junho de 1999, o grande dia da Final da Taça Libertadores da
América. Era a primeira vez que eu estava tendo a oportunidade de ver,
presenciar e torcer pelo time em uma final de Libertadores, prazer este que
muitos ainda não sentiram e talvez nem sentirão. Para esse jogo eu acabei não
tendo a mesma sorte que tive no jogo contra o River e apesar das minhas
cansativas buscas durante toda a semana, acabei ficando sem ingresso para
aquele jogo, não consegui em nenhum lugar e com ninguém!!!!!!, mas ainda tinha
uma esperança: "O OUTRO INGRESSO" lembram dele?? O segundo ingresso que acabei
guardando comigo da Semi-Final ??pois é,,, era a minha ultima esperança,,tentar
entrar no estádio com aquele. Lá Fui eu !!!!!!!
Peguei meu XR-3 - 87, coloquei uma imensa bandeira de bambu em pé pelo vidro e
fui sozinho ao Palestra. Cheguei lá por volta das 17h30. Não tenho palavras
para descrever o que era aquela tarde de quarta-feira nas imediações do
Palestra Itália, uma verdadeira multidão verde e eu, como não poderia ser
diferente, entrei para essa massa e comecei a cantar, pular e beber ali do lado
de fora . Durante aquele período de ansiedade pelo início do jogo que seria às
21h45, por volta das 19h30 eu acabei tendo que tomar uma atitude, tentar...ou
menos tentar ir para dentro do estádio, quando peguei minha carteira e, em meio
aos meus documentos, vi aquele "segundo" ingresso da semifinal contra o River
que acabei guardando, lembram dele?? Pois é, : "Será que esse ingresso passa
nas catracas do Estádio?", fiquei com aquilo na cabeça e depois de alguns
minutos ,diante de toda aquela euforia , acabei tomando a decisão de arriscar e
enfrentar aquela imensa fila para tentar passar nas catracas com aquele
ingresso antigo.
Levantei a cabeça e Lá fui eu !!!, no meio daquela "Taturana verde" que cercava
o Palestra para entrar no Estádio e cada passo dado em direção às catracas,
maior a ansiedade aumentava e quando chegou a minha vez de colocar o ingresso
na catraca,,,, a grande surpresa ! ! ! ! ME LASQUEI, mesmo eu com todo meu
teatro como se não estivesse fazendo nada de errado, como um Zé mane perdido no
meio da multidão, meu ingresso acabou não passando na catraca e o segurança
ainda me deu um baita "esporro" pedindo para eu sumir dali naquele momento,
Minha tentativa foi em vão, acabei voltando triste para a rua e na saída da
fila um daqueles torcedores fanáticos que ficam do lado de fora, me perguntou :
"Por que você esta voltando??" eu completamente decepcionado expliquei a ele o
que tinha acontecido, mas ele mesmo diante daquela situação pediu para eu dar o
ingresso para ele, pois ele também queria tentar entrar com aquele ingresso
"falso', eu já desanimado de tudo, entreguei o ingresso na mão dele e desejei
Boa Sorte , mesmo sabendo que o "irmão" não teria sucesso.
Com as esperanças já esgotadas, restou-me subir na grade em frente à Pizzaria
da Turiassú e olhar para dentro do Estádio e ver uma pequena parte da
arquibancada forrada de bandeirolas brancas. Confesso que meus olhos se
encheram de lágrimas ao ver como estavam lindas as arquibancadas e escutar
aquele som de "Olé Porco" ecoar lá de dentro.
Naquele momento achei que o pior já havia acontecido e que a única coisa que
restava era eu sentar e esperar o jogo começar do lado de fora mesmo.
CERTO??????? ERRADO !!! O Pior ainda estava por vir. Pelo fato do jogo ter sido
no Palestra uma quantidade limitada de ingressos foi colocada a venda, fazendo
a maioria esmagadora dos fanáticos Palmeirenses ficar do lado de fora e a
vontade daquela descontrolada massa em assistir o jogo e adentrar no estádio
era tanta que acabou acontecendo o pior. Em uma ação conjunta, todos os
torcedores que estavam sem ingresso pelas ruas formaram uma verdadeira "Massa
Enfurecida" e resolveram invadir o estádio pelo portão da Turiaçu!!! Tentaram
uma invasão em massa tentando arrancar os portões do estádio,,,,,,,,,
despertando assim a "Fúria da PM" que diante daquela tentativa de invasão
passou a distribuir borrachadas e bombas para cima da massa. Já os Palmeirenses
em uma imensa maioria não recuaram e partiram pra cima da Policia!!!!! PRONTO
!! A GUERRA TINHA COMEÇADO, o que se viu naqueles minutos antes da partida
começar, foi uma verdadeira guerra na Turiaçu entre Policia e Torcedores, que
se estendeu por um longo período onde se escutavam som de rojões, bombas,
brigas ,cadeiradas. A situação só se acalmou quando a tropa de choque chegou e
fez uma verdadeira VARREDURA na rua, dispersando toda aquela massa que estava
na Rua Turiaçu e dentro dos bares da Rua, e eu para fugir daquela guerra e da
fúria dos policias, tive que atravessar a Av.Sumaré no meio do tráfico intenso,
colocando em risco a minha vida para não ser agredido pelos PMs. Foi um caos.
Toda a Rua Turiaçu ficou interditada e ocupada por PMs em toda a sua extensão.
A Turiaçu é o local de maior concentração da torcida Palmeirense em dia de
jogos, e uma vez vazia, os torcedores acabaram se espalhando por todo o bairro
das Perdizes, lotando bares, padarias, casas, apartamentos,todos procurando uma
TV ou um Radio para acompanhar a partida que naquele momento já estava se
iniciando.
Eu, depois de presenciar toda aquela guerra, vivendo um típico clima de Final
de Libertadores, precisava tomar alguma atitude, fazer alguma coisa, encontrar
um local para assistir o jogo. Então resolvi sair andando. Subi um pedaço do
viaduto Antártica, entrei na Rua Padre de Thomaz, que passa por trás do Estádio
e fui andando em meio daquela desordem nas ruas, onde todos estavam correndo.
Havia até torcedores subindo nas casas para tentar invadir o estádio pelos
muros, uma coisa de louco e nesse clima eu segui andando até a Matarazzo, ainda
à procura de uma TV.
Quando cheguei na Matarazzo, em uma dessas barracas que vende pernil tinha uma
pequena TV de 10 polegadas e ali eu fiquei assistindo o jogo com mais de 100
palmeirenses cantando e gritando como se estivesse lá dentro. O Juiz apitou
final do primeiro tempo de jogo, um jogo muito tenso principalmente para nós
Palmeirenses, pois o Palmeiras saiu na frente com nosso eterno matador Evair,
mas logo em seguida os colombianos empataram com o desconhecido Zapata e assim
terminou o primeiro tempo. Os Palmeirenses muitos apreensivos, nervosos e
preocupados com aquela situação, pois naquele momento, com aquele Placar
estávamos perdendo o titulo.
Naquele intervalo de jogo, eu peguei um lanche e encostei na parede para
esperar o segundo tempo começar, mas nesse meio tempo eu comecei a prestar
atenção na conversa de dois caras do meu lado e quando percebi tinha um cara
tentado vender 1 ingresso do jogo para o cara que estava ao meu lado, na hora
perdi até a fome tamanha ansiedade em saber o desfecho daquela negociação que
ocorria ao meu lado e percebendo o desenrolar da conversa, percebi que o cara
não iria ter dinheiro para pagar o valor que o vendedor estava pedindo.
Não deu outra: colei no "maluko" e perguntei : "Quanto você quer no
ingresso???",,,a resposta não foi animadora!!! R$100 é o que ele queria,,,,não
desisti,,,vasculhei minha carteira e depois de muita conversa com o
cara,,,,COMPREI o tão sonhado ingresso,,,,,,por R$60.00,,,,30% do meu salário
eu deixei naquele ingresso,,mas a ansiedade, o amor, a vontade era tanta de
estar dentro daquele estádio naquele jogo que nessa altura do campeonato aquele
ingresso não tinha preço. Enfim gastei R$60,00 para 1 ingresso para assistir
apenas o segundo tempo do jogo. O vendedor me acompanhou até o portão de
entrada da Matarazzo e lá fui eu,,,,,,, a emoção por estar dentro do estádio
não cabia dentro de mim,,,acho q não teve ninguém que gritou mais do que eu
naquele jogo durante todo o segundo , depois de tudo que havia acontecido, eu
estar dentro daquele estádio foi a GLÓRIA,,nada mais era impossível pra mim.
Nunca irei esquecer que quando subi as escadas da arquibancada ao invés de
olhar para o campo fiquei na muretinha olhando para a Torcida e lembrando do
momento que eu estava na grade da PIZZARIA lá fora olhando aqui para dentro, e
vendo toda a festa que estava sendo feita,,,,,,mas agora EU ESTAVA FAZENDO
PARTE DELA,,foi um momento ÙNICO pra mim.
Passei todo o segundo tempo do jogo completamente anestesiado pelo jogo, até
que tive meu presente, o segundo Gol do Verdão convertido pelo Ozéias ,,,foi na
minha frente,,,,,fui ao delírio. Apesar de toda a pressão de nossa torcida o
jogo acabou com o placar de 2 x 1 , resultado que levava à decisão para os
dramáticos penais. Naquele momento não consigo descrever no que virou as
arquibancadas do Palestra, uma mistura de felicidade com "medo". Eu me lembro
que me ajoelhei na mureta que dá para o campo e comecei a rezar,rezar e
rezar,,,,,,,,a cada cobrança foi uma emoção diferente, um sentimento diferente.
Tivemos inúmeras previsões de campeão por diversos momentos naquelas
cobranças,,,até que no último pênalti batido pelo Zapata(Deportivo) veio o que
todos estavam esperando,,,,não foi o Zapata que errou e sim a FORÇA ,a MAGIA e
a FÉ da Torcida que colocou aquele bola pra fora do GOL, quando no momento da
batida um coro ecoou dentro de estádio : FORA !!! FORA !!! FORA !!! FORA
!!!,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,pronto ! ! ! ! Fomos campeões,,,após a batida eu fiz
acho o que todo Palmeirense fez naquele dia , chorei, gritei,
comemorei,,,,enfim coloquei pra fora tudo o que eu estava querendo,,,,no
momento daquele TÌTULO foi o Final e a consagração da minha história que havia
se iniciado no dia 19 da Maio quando peguei 2 ingressos na portas do Palestra
para a semifinal,,,foi a prova de que tudo valeu a pena,,,,,emoção total !!!!
Na saída peguei meu carro enchi de Palmeirenses e fomos para a Paulista
comemorar,comemorar e comemorar,,,foi espetacular.
Vocêacha que a história acabou por ai???? Enganou-se ! ! !
No Dia seguinte da Final, precisamente dia 17 de maio de 99, eu estava em casa,
de ressaca, e assistindo todos programas esportivos da TV ( é ótimo assistir
programas esportivos quando o Palmeiras ganha título). Eu lá estava em meu belo
sofá orgulhoso com meu time até que na Band começou o programa esportivo "Band
Esportes" na época passava as 12h45 e lá fiquei assistindo até chegar o bloco
do programa que falaria do titulo conquistado pelo Palmeiras. Após o segundo
intervalo, a apresentadora deu início à matéria que iria fechar o ultimo bloco
do programa e nele iria falar da conquista Palmeirense. Infelizmente eles
começaram a matéria mostrando a Guerra que antecedeu o jogo na Turiassú, eu ali
sentado pude ver imagens de toda aquela guerra no qual eu estava presente e vi
ao vivo,,foi triste ver tudo aquilo passando na tv,,,,,,,,,e depois disso
passaram a mostrar lances do jogo e como foi a partida em que o Palmeiras
ganhou o titulo,,,,,foi lindo demais rever tudo aquilo na TV, cada lance, cada
Gol,,a festa da Torcida,etc,etc,,,,,,e eles fecharam a matéria e o programa
mostrando toda a festa e emoção da torcida comemorando o titulo,,,em cada cena
que aparecia eu me arrepiava de felicidade ao ver aquelas imagens com o hino do
Palmeiras ao Fundo,,,quando o que eu menos esperava aconteceu,,,no encerramento
da matéria eu vejo um rosto conhecido na televisão: Ué !!!! é ele mesmo????
SIMMMMM,,,,,,ERA EU !!!!!! fui ao delírio,,,toda aquela linda matéria sobre o
titulo foi encerrada com a MINHA imagem na tela da TV,,,onde congelaram minha
cara na tela da TV e as letrinhas do final do programa começaram a subir,,,eu
entrei em êxtase,,comecei a gritar , gritar e gritar,,chamando alguém para ver
aquela imagem,,,até que surge pela porta da sala A MINHA EMPREGADA,,,é
mole,,,,,ela foi a única que viu aquela imagem ao meu lado e pode ver o quanto
eu fiquei emocionado com o acontecido. Acho que essa minha aparição na TV após
o titulo foi o prêmio que DEUS me enviou por toda essa história que ocorreu
comigo envolvendo o Palmeiras, fiquei realizado,,,,logo meu telefone começou a
tocar, eram amigos,parentes etc,etc,etc, dizendo que tinham me visto chorando
na TV. Foi Perfeito !!!!!
Nas semanas seguintes à minha aparição, eu tentei por inúmeras vezes entrar em
contato com a TV Bandeirantes para conseguir aquela fita,,mas foi em vão.
Mas eu como não sou fácil de me acomodar,,,depois de 7 anos, fuçando na
internet,,em um desses sites relacionados ao Palmeiras,,conheci um "maluko",
xarope pelo Palmeiras que tem a incrível mania de gravar tudo que passa na TV
relacionado ao Palmeiras, principalmente quando ganha titulo e ele me falou que
gravou tudo sobre a Libertadores na época. O trabalho dele é vender matérias
relacionadas ao Palmeiras. Eu sem muita esperança paguei R$20,00 na fita,,e
levei pra casa. E assistindo em casa depois de anos encontrei o que sempre
procurei,,,,,a gravação daquele Band Sports do dia 17 de Junho de 1999, onde
tem toda a matéria.
Hoje tenho a fita guardada a "sete chaves" e toda vez que assisto e vejo aquela
matéria onde eu apareço na TV, me vem à cabeça toda essa estória. Terei o
prazer em contar e mostrar parar meus filhos, netos e bisnetos algumas coisas
que aconteceram algum Dia, Dias e Semanas da minha vida.
Marcio Marinho
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| Voltar |
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Voltar........ Essa palavra tão simples que pode significar tantas coisas dessa
vez demorou para sair de minha garganta. Ano passado a nação alviverde viveu a
maior dor de sua história e eu, uma das maiores da minha vida!
Aqueles 4x3, frente ao Vitória, parecia que iria trazer o fim do mundo, um mar
de lágrimas que sepultariam o mais doce sentimento de amor ao Palestra Itália.
O ano começou e parecia que nada havia mudado: novamente goleada frente aos
rubros- negros de Salvador: 7x2...tínhamos chegado ao fundo do poço
definitivamente..... Foi então que o general Picerni promoveu os garotos, de
cabo a soldados da noite para o dia. Acreditou que só a pureza da juventude e o
verdadeiro amor à camisa verde poderiam trazer de volta o sorriso em nossos
rostos, machucados por tanta humilhação. Com ele, toda a nação palmeirense
acreditou que era chegada a hora, e como num pacto de guerra todos os que
verdadeiramente amam o Palmeiras se comprometeram em apoiar os 22 soldados de
Picerni em todas as batalhas...acontecesse o que acontecesse.... E foi assim
que o time saiu do meio da tabela da competição e rumou a passos largos para a
liderança, com um futebol cada vez mais e encantador...terminamos a 1ºfase em
1ºlugar.
Na 2ª. Fase, nada parecia conter o Palmeiras, nem o tropeço em casa contra o bom
"Sport" de Recife fez a tropa recuar. Classificamo-nos para a fase final com
antecedência. Era chegada a fase final, a essa altura o Palmeiras já tinha o
melhor público somando-se as duas divisões. A torcida ansiosa, aguardava o
momento de soltar o grito, e eu como não deixou de ser durante todo o ano,
garanti meu ingresso para as batalhas em campo verde.
Como um trator o Palmeiras sapecou "Sport" e "Marília" (2 vezes) e ficou a 1
ponto de voltar a ser o que realmente é.......um time de primeira.
Sábado, todos os corações e todos os sentimentos moviam-se para o mesmo lugar. O
Brasil inteiro comoveu-se e aguardou os 90, minutos que sacramentaram o acesso
verde. O gol de Gaúcho e a expulsão de Adão quase estragaram a festa, mas
depois a lenda Magrão e o serelepe Edmilson colocaram finalmente o Palmeiras
novamente no lugar de onde nunca deveria ter saído, apesar de Mustafá, apesar
de uma diretoria omissa.
Obrigado a todos os meninos que venceram essa guerra contra tudo e contra todos,
obrigado a Marcos que largou a Inglaterra para comandar o time, obrigado a
Magrão que foi um símbolo de raça e determinação para toda a história, obrigado
Vágner Love pelos gols decisivos e por esse carisma tão grande que deixou a
nação literalmente "in love". Obrigado também a todos os torcedores de outros
times que torceram por nós nessa hora tão difícil......... E assim em 2004 o
futebol brasileiro voltou a ter, em seus gramados da Séria A, o brilho e a
alegria da, quatro vezes campeã brasileira, Sociedade Esportiva Palmeiras.
Fernando Rosa
Ah Palmeiras, como eu te amo... Ah Palmeiras como foi bonito, sem
virada de mesa, na raça e no coração......voltamos à primeira divisão....
PALMEIRAS....NADA É MAIS BONITO........ Missão cumprida.....
Forte Abraço a todos....
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| Final Paulista de 1993 |
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Era um sábado à tarde, 12/6/93 e eu nunca tinha visto o Verdão ser Campeão.
A única vez que vi foi quando foi campeão do primeiro turno, em 1987 do
Paulista e um amargo Vice-Campeão Paulista de 1986.
Eu era noivo e um amigo do trabalho da minha noiva, minha atual esposa, estava
casando no momento do jogo,em uma igreja próxima à região central de São Paulo.
Incrível; eu sai de casa o jogo já havia começado e eu já tinha dito pra mim
mesmo: mais um ano "na fila" e o pior, enfrentando o Corinthians.
Mas, tudo bem. Fui ao casamento. O caminho era incrível. As ruas vazias estavam
vazias e se escutava fogos meio timidamente, mas fogos.Cheguei na igreja e
fiquei sabendo que o Palmeiras tinha ido para a prorrogação.
No final da igreja, nos últimos bancos, assisti à cerimônia com a atenção e ao
mesmo tempo, de olho em uma turma que estava do lado de fora em um carro, com o
som alto em um carro, onde estavam escutando o jogo. Ouvi gritos de gol ,mas
não sabia de quem era!
Não acreditei no que eu vi no altar! O padre estava com uma batina branca com
faixas verdes e vermelhas e segurou na faixa verde e apontou para o fundo da
igreja onde ficavam os últimos bancos e gesticulou, questionando se o gol era
da faixa verde ou da vermelha. O pessoal do fundo acenou afirmando que o gol
tinha sido da faixa verde. O padre ficou feliz.
E isto não era nada: o noivo estava de branco com faixa verde e com uma mini
pôster do Palmeiras dentro bolso do blazer. Os dois abraçaram-se muito
contentes , pois a cerimônia tinha terminado, poucos instantes antes do gol do
Evair ..sagrado gol !!!
Valdir
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Semifinal do Paulistão 2004 |
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O que dizer de uma semifinal de Campeonato Paulista entre um time grande e um
time pequeno(Paulista)?
Em tese nosso Verdão já estaria nesta final, mas ...... no primeiro jogo no
Palestra o goleiro do paulista pegou tudo o que tinha direito. Viveu um dia de
São Marcos.
Já no segundo jogo o Palmeiras não jogou bem. Com 15 minutos de jogo já estava
2 x 0 para o Paulista. Nisso, Vagner Love descontou para o Verdão. O Palmeiras
pressionava, mas por volta dos 30 do segundo tempo tomamos o terceiro gol.
Desânimo total.Eu desisti de assistir o jogo e troquei de canal mas não tem
jeito. O amor pelo Palmeiras não me deixou longe do Verdão.Logo que eu coloquei
de novo no jogo,o Palmeiras descontou o placar. Agora estava 3 x 2 para o
Paulista, até que próximo aos 50 minutos do segundo tempo acontece um lance que
eu nunca vou esquecer: Marcos ,na intermediaria, manda todo mundo ir para a
área e lança a bola no peito do centro-avante Rafael Marques que é derrubado
pelo zagueiro do Paulista.Falta perto da área, último lance do jogo e lá foi o
Reizinho do Parque: Pedrinho bateu a falta com maestria e empatou a partida,
num jogo histórico. Fomos para os pênaltis e infelizmente não conseguimos nos
classificar, mas, confesso, neste dia chorei de emoção por ver um Verdão
lutador dentro de campo.
Fernando Ramos Camacho
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| Libertadores 99 |
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Resolvi fazer uma churrascada! Tinha um amigo colorado, um amigo vascaíno e um
cara que era gringo, não tenho certeza se era paraguaio, uruguaio, sei lá,
todos com suas esposas. Comecei assando umas picanhas (dia de esbanjar), mas
quando começou o jogo eu passei a bola de "assador".
Lembro que tremia tanto, que não queria fazer um churrasco que não fosse
apreciado pelos meus convidados. O Palmeiras foi campeão, e eu chorei contido.
Lembro que a esposa do vascaíno (grande amigo meu) disse: "Renato, isso é
lindo, tu mereces." Esses meus camaradas, que não eram palmeirenses, torceram
como se fossem os times deles, e isso me emocionou.
Saímos em carreata, com as bandeiras do Verdão penduradas em nossos carros. A
partir dali, eu vi que o futebol não é um motivo de briga entre torcidas, mas
um motivo de união, de estar feliz com a felicidade de um amigo. Foi um momento
muito especial, não só pelo título, mas por ver torcedores rivais torcendo
junto. Isso é Brasil.
Renato Sulzbach
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| Emoção |
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Confesso que quando acordei na manhã de segunda -feira dia 22 , sabia que o dia
seria inesquecível.
Como na manhã de uma decisão de título, algo que MUDARIA nossas vidas iria
acontecer naquela noite. Embora a tendência à vitória fosse clara, eu ainda
temia que pudessem haver surpresas... E a noite chegou , as notícias foram
sendo dadas com muita lentidão...
Já era mais de meia noite e a votação continuava... Eu, aflito, escutando as
noticias via rádio... enfim , pouco após às duas da madrugada aconteceu o
momento mágico! Enfim, depois de muito sonharmos, estava concretizada a vitória
do PALESTRA !!!
Uma emoção comparável a um título , uma emoção bem do nosso jeito Palestrino de
ser , com risos e lágrimas.. Enfim o Palmeirense poderia voltar a sonhar com o
que aprendeu desde pequeno a conviver, as conquistas !!!
Boa sorte a todos vocês. Obrigado por levantarem a bandeira das vitórias, do
modernismo, da tradição , da paixão pelo Palestra !!!
Vocês sabem , mais do que nunca , o torcedor é seu principal aliado nas
batalhas que virão. Nós mesmo nesses anos de decepção não abandonamos o
Palestra, e agora, vamos com certeza ser ainda mais a Torcida que canta e vibra
!!!
Forza Palestra> !!! Grazie Muda Palmeiras !!
LOURENÇO CORSI NETO
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| Um sonho vira realidade |
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Era uma noite de quarta feira, julho ano 1999. No estádio Palestra Itália, um
sonho iria virar realidade, pois o Palmeiras jogava o jogo da sua vida, contra
o Deportivo Cali, da Colômbia.
O Deportivo abriu o placar, mas logo depois o Palmeiras empatou. Não era o
bastante. Alguns minutos após, no final do jogo, o Verdão "virou" o jogo com um
gol de Oséas. O jogo acabou ai e então começou o pesadelo dos pênaltis....
Zinho perdeu um pênalti. Um jogador do Deportivo também perdeu um pênalti, até
que no último do Deportivo, Zapata viu São Marcos e tremeu, chutando para fora.
Verdão, campeão da Libertadores 99.
Um momento inesquecível, pra todos nós, Palmeirenses, .
Thiago Tudisco Vilas Boas
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| VIVA SÃO MARCOS |
Era uma terça, 6 de junho de 2000. Em tese, um dia
comum, como todos os outros,mas, para mim e para todos os Palmeirenses, não.Era
um dia muito especial.
Neste dia, todos os torcedores do nosso rival tinham a certeza que conseguiriam
dar a revanche sobre o nosso Verdão, já que em 1999 eles foram eliminados da
mesma competição: a Copa Libertadores da América.
Bem, chega a hora do jogo: um jogaço, com gol de Galeano e tudo. E fomos para
os pênaltis.A torcida do nosso rival tinha a certeza que ia ganhar já que eles
tinham como esperança seu goleiro.
Bem!!. Este não pegou nenhum pênalti e então eles recorreram à sua última
esperança: ele, conhecido como "pé de anjo", foi para a bola. Até que o rapaz
bateu bem o pênalti, mas na sua frente,entre as traves existia um santo; era
SAO MARCOS, que fez uma das intervenções mais espetaculares que já vi.
VIVA S A O M A R C O S
Fernando Ramos Camacho
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| Supercampeonato 1959 |
No 1o turno do campeonato de 1959, meu falecido tio
Antonio Spinelli, levou-me a Vila Belmiro para assistir o clássico entre
Palmeiras e Santos. Aquela data representou para mim um trauma e uma tristeza
muito grande, pois perdemos de 7x3.
No 2o turno ele me levou de novo por que estava em dívida comigo: havíamos
perdido "feio" no 1o turno.
O Palestra estava cheio e naquele dia nós devolvemos a goleada do 1o turno: 5x1
pra nós.
Esta foi a 1a grande alegria que o Palmeiras me deu.
Para encerrar, meu tio levou-me pra assistir o supercampeonato já no início de
1960 onde conquistamos o campeonato ganhando do grande time do Santos: 1x1, 1x1
e 2x1 pra nós 2o gol do Romero de falta. O Laércio(o Gilmar não jogou) não viu
a bola passar. Com Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina Aldemar e Geraldo,
Zequinha e Chinezinho, Julinho, Nardo, Humberto e Romero. Esse time não
esquecerei nunca.
Rubens Soler
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Como palestrinos, vocês entenderão o meu estado de
espírito ao ler a coluna do Ugo Giorgetti, publicada no Estadão há algum tempo
e verifiquem a dura realidade dos fatos. Da vontade de chorar. Saudações
palestrinas
Ugo Giorgetti A camisa verde contra os fatos Boleiros
Quinta feira vinha eu subindo a rua Purpurina, na Vila Madalena, quando alguma
coisa fora do normal, deslocada, uma verdadeira visão do passado, chamou minha
atenção.
Na calçada ia um garoto de uns onze, doze anos, carregando um velho skate e
vestindo uma camisa do Palmeiras.
Na noite anterior, num dos piores jogos da história recente do futebol
brasileiro, esse time tinha perdido miseravelmente para o Flamengo.
Na manhã de quinta um amigo palmeirense sugeriu, num telefonema desesperado,
uma providência drástica: que o time do Palmeiras acabasse, simplesmente se
retirasse do futebol, ficando apenas como clube de piscinas e quadras de tênis.
Lembrou ele que o Paulistano, grande time de S.Paulo do começo do século XX,
por outras razões, também tinha se retirado do futebol. O Paulistano tinha uma
grande torcida e também tinha conquistas importantíssimas na sua biografia. Mas
retirou-se assim mesmo (por não concordar com o profissionalismo), e nem por
isso houve uma grande tragédia. Com o tempo seus torcedores foram se acomodando
em outros times.
Dizia meu amigo palmeirense que era melhor recordar um grande time, altivo,
superior, vencedor, do que assistir a essa lenta agonia, sem brilho, opaca,
medíocre. Um time que de temido passou a ser ridicularizado.
Que os milhões de torcedores do Palmeiras fossem procurar outros times ou mesmo
desistissem de acompanhar futebol, mas que pelo menos na lembrança a imagem
dessa grande equipe permanecesse intacta nos seus feitos.
Apesar de extremado esse pensamento não deixa de ter sentido. Para uma torcida
perder faz parte da vida. Mas decair inexoravelmente, numa decadência que não
tem fim e que nada parece deter é demasiado penoso. A própria torcida parece
conformada com as humilhações.
Na volta do Rio, temendo manifestações o ônibus do Palmeiras foi escoltado do
aeroporto até o CET. Mas não havia ninguém no aeroporto, não havia ninguém na
CET, só indiferença, e silêncio. Portanto se nada parece capaz de repor o
Palmeiras no seu devido lugar, por que não adotar a solução do Paulistano, por
mais amarga que seja? Esse telefonema ainda soava na minha cabeça quando vi o
garoto com a camisa verde. Elas rarearam na cidade.
Não se vêem mais camisas verdes, e porque se veriam? Desacostumado olhei de
novo. A camisa do garoto não era a mais comum, da Parmalat, dos grandes dias.
Não, vestia justamente uma atual, da Pirelli. Era o time atual que ele exibia.
Sua solidariedade era para o time horrível, o saco de pancadas. Na sua solidão
havia alguma coisa de heróico. Aquele garoto desafiador, exibindo abertamente
sua adesão ao time execrado e abandonado, foi uma revelação.
Vi que o Palmeiras é maior que esse punhado de consiglieres e "diretores", que
se apoderaram do clube e que parecem decididos a liquidá-lo. Eles também vão
passar como passam todas as coisas.
O que não vai passar, pelo menos para mim, é a imagem daquela inesperada,
surpreendente camisa verde desfilando orgulhosamente pela rua contra os fatos,
contra tudo e contra todos.
Renato Chelotti Júnior
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| Vinicius lembra da final da Libertadores de 99
Foi um dia histórico! Havíamos perdido a primeira partida por 1x0 para o
Deportivo Cali, mas no segundo jogo foi diferente! Eu tinha 15 anos na época e
foi o título mais comemorado da minha vida: a Libertadores de 99.
Lembro até hoje também, que quando Evair ia entrar no lugar do arce, eu não
gostei da substituição, mas depois me arrependi.
Após o pênalti, gol. E eu comemorei muito com uma corneta gigante. Fui para a
casa do meu primo que é torcedor dos gambás e quando saía de sua casa: pênalti
para "eles". Zapata, empata (até rima ...) e ele começa a me "zoar".
Cinco minutos depois quando eu já estou em casa, Oséas faz 2x1 no final do jogo
eu vou pra casa do meu primo ver a decisão. Nos pênaltis, Zinho erra a primeira
e ele começa a comemorar como se fosse o time dele, mas ele não sabia que o
Verdão tinha São Marcos e o Palmeiras, bons batedores.
O primeiro pênalti perdido deles eu comemorei bastante e aí foi na hora que o
Euler bateu o último nosso.
Foi a vez de Zapata cobrar e eu falei: Marcos vai pegar e meu primo disse que
ele ia fazer porque fez um no tempo normal. No momento da cobrança Zapata corre
e "prá fooooooooooraaaaaa" e eu grito: É Campeão da Libertadores!!!
Minha rua era todinha de palmeirenses, menos o meu primo que torcia para o
timinho da marginal. Todos correm para a rua com bandeiras e camisas do
Palmeiras e eu estava com a minha bandeira e camisa também comemorando
bastante, Valeu, Palmeiras e que os títulos voltem.
Vinicius Pereira de Moura
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| Fernando Rosa relembra um momento inesquecivel |
Em 5 de novembro de 2006, comemoramos 70 anos da
maior goleada em cima de nosso maior rival, e independente de qualquer tipo de
rivalidade, nesta fase de renascimento em que vivemos na série B, nada mais
justo de relembrar esta data.
A história aqui contada, foi vivida por uma pessoa muito especial pra mim,
alguém que 73 anos atrás amava o Palmeiras mais que tudo na vida, assim com eu,
hoje, 73 anos depois....
Saudações ao meu querido avô Felippe De Rosa (1923 - 1998)
O domingo amanheceu diferente; meu avô, em visível sobressalto, estava alegre
demais, muito mais do que costumava estar, nos domingos ensolarados da velha
Lapa. Eu, então, nem se fala. Estava radiante, alegre, mais alegre do que
quando meu pai levou-me para tomar sorvete na Sorveteria Nevada, do Vale do
Anhangabaú.
Pudera! Meu avô, meu pai e eu iríamos ao Parque Antártica ver o Palestra jogar!
Nem eu sabia direito porque, mas algo dizia que aquele 5 de novembro de 1933
nunca mais seria esquecido. O Palestra jogaria contra o Corinthians a quem
havia goleado, não fazia muito tempo, por 5 x 1 no campo deles na Fazendinha.
Às 13 horas, pegamos o bonde na rua Guaicurus, o famoso 35, descemos na Avenida
Água Branca, então empoeirada, e fomos para a frente do estádio. Já era bonito
o Parque Antártica, e, mais do que tudo, como dizia meu avô: era nosso!
Tínhamos comprado o estádio ha mais de 10 anos, mas tínhamos terminado de pagar
a conta havia pouco tempo. Enfim tudo aquilo era nosso.
Os bondes despejavam centenas de pessoas que queriam ver o jogo. Os jornais da
época, pasmos com essa situação, bradavam. "Onde pensam que vão estes operários
italianos, o que eles querem, nos seus dias de folga, lotando os bondes para
ver o Palestra jogar? O que eles vão querer depois?"
Eles veriam mais tarde que queríamos: o mundo. O jogo começou e no primeiro
tempo o Palestra fez três gols. 3x0, os três gols do Romeu Pellicciari. Meu pai
assistia ao jogo calado, não acreditava no que estava vendo, meu avô exultava.
Comprou, para mim, de uma só vez: Sissi, Gasosa e Guaranã, o pai e o nôno
tomavam Faixa Azul e todos comíamos pizzas, que eram vendidas em pequenos
tambores.
Começou o segundo tempo ecom menos de um minuto Gabardo fez o quarto gol. Foi
só pizza que voou. Romeu aos 7, Imparato aos 9 fizeram mais dois gols; imaginem
que aos nove minutos já estava 6x0 . Ninguém se entendia mais, todo mundo
gritava e se abraçava. O jogo ainda não tinha acabado, havia tempo para que
Imparato ainda fizesse mais dois gols. Oito a zero. Inacreditável o Palestra,
de todos nós, enfiava 8x0 no Corinthians. Terminou o jogo , a festa era geral,
ao invés de voltar para a Lapa meu avô ordenou; todos para a Patriarca e lá
fomos de bonde para a sede do Palestra. O ritual no bonde era delirantemente
monocórdio: oito! Oito! Oito! Oito! Oito!.
Lembro de uma menina, acho que tinha a minha idade, que acompanhava o canto com
todo amor que ela dava ao Palestra; usava um vestido verde e branco e na única
oportunidade em que se podia ouvir alguma coisa, perguntei-lhe o nome, Eddy
disse-me a menina. Chegamos a Patriarca a massa delirava: a nossa turma é boa é
da Patriarca arca! Arca ! Arca! Palestra! Palestra! Voltamos para casa, já era
noite. A mãe e a nona nos esperavam com pizza, os vizinhos vinham nos
cumprimentar invejosos, afinal nós estivemos lá.
73 anos e eu estava lá, eu vi. Onde vocês estiverem: Gabardo, Romeu, Avelino,
Imparato, Nascimento, Junqueira, Carnera, Tunga, Dula e Tufi e Lara o meu, o
nosso, eterno agradecimento.
A festa foi grande, o vô abriu um Chianti e que minha mãe não saiba, mas uma
certa hora ele colocou um pouco do vinho na minha gasosa. Aquela noite merecia,
aquela noite choveu prata. Palmeiras....Suficiente para ser inesquecível.....
Fernando Rosa
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| O primeiro jogo que assisti |
Para mim, o momento que mais me marcou foi o primeiro
jogo do meu Verdão, que fui assistir no estádio. Tinha uns 6 anos de idade e
ainda não entendia muito bem o que era o futebol e o que eu queria para mim,
mas já tinha certeza de apenas uma coisa: que eu amava o Palmeiras e que aquele
amor era verdadeiro.
Entender de futebol e gostar de futebol até aquele ponto, ficava em segundo
plano pra mim. Apenas o que eu entendia era que eu amava esse time.
Fui ao jogo com meu pai, talvez um dois maiores incentivadores da minha vida.
Ele também é Palmeirense e até aquela época amava futebol ( hoje ele já nem se
importa mais tanto). O jogo era um amistoso só do Palmeiras com o Cruzeiro e
nem valia nada, mas o Palmeiras deu um show e o jogo terminou 4 x 0 para o
Verdão. Ainda me lembro da comemoração do Viola no seu gol, próximo à torcida.
A partir desse jogo é que me pensei " putz, to ferrada, tô apaixonada".
Desde esse dia, coleciono tuuuudoooooo que sai do meu time, desde reportagens
de jornais, coisas à caneta, qualquer coisa mesmo.... Aprendi a amar futebol e
hoje só saio de casa se não estiver passando jogo, pois se estiver passando
algum jogo, prefiro ficar em casa assistindo.
É isso aí. Aaaaamooo com toda força desse mundo, tenho tido algumas decepções,
mais sei que as coisas vão mudar e sou Palmeiras até o fim sempre!!!
Laise Franco de Godoi
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| Final do Paulistão de 93 |
Eu tinha apenas 7 anos. Lembro do jogo final do
Paulistão de 93. O Palmeiras precisava ganhar no tempo normal e na prorrogação.
Eu olhava para meu pai e lembro que antes do jogo ele estava muito confiante, e
não deu outra: 4x0, " fora o baile" e o Verdão saáa da fila!!
Já em 2000, eu mais velho já sabia mais sobre o futebol e meu amor pelo Verdão
era enorme !
Lembro que eu era o único Palmeirense na minha sala de aula. No primeiro jogo:
4x3 para "eles". Fui para a escola na quinta e só foi gozação. Passei muita
raiva e muita tristeza, mais eu avisei: ainda tem outro jogo. Não deu outra: o
Verdao desbanca "eles" , com Marcos pegando o penal do Marcelinho Carioca,
justo dele, ! Foi muita alegria !!!
Então, fui para a escola no outro dia , com a camisa do Verdão por baixo do
uniforme escolar, para tirar sarro dos corintianos.
Resultado: apanhei da sala inteira, mais apanhei feliz, porque nós, pela
segunda vez mandamos "eles" para fora da Libertadores!!!
Allan Romulo Alves
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| 92 anos de glória!!! |
No início da década de 10, alguns imigrantes
italianos sentiram a necessidade de trazer a cultura de seu povo
definitivamente para o Brasil, e a idéia de transmitir todas essas raízes para
um clube de futebol, foi logo aceita dentro da colônia tarantela....
Foi então que dois italianos fanáticos por futebol mobilizaram um grupo de 271
pessoas que em 26 de agosto de 1914 fundaram a Societá Sportiva Palestra
Itália, de tantas glórias e de tanto amor...... O primeiro jogo foi Palestra 2
a 0 no Saraiva F.C.em janeiro de 1915, com 2 gols de Heitor, no primeiro
clássico contra o time da Marginal, 3 a 0 em 1916: já começava a freguesia
alvinegra..... Por problemas com a guerra, o Palestra Itália teve que mudar seu
nome para Palmeiras em 1942. O time era líder do campeonato daquele ano e
estava na final contra o São Paulo naquele momento, por isso o primeiro jogo
com a alcunha de Palmeiras foi em uma final contra o São Paulo, 3 a 0 no
primeiro tempo, e para a história. O Palestra "morreu" líder e o Palmeiras já
nasceu campeão.......
Muitas outras glórias vieram: o Mundial de 1951, o supercampeonato em cima do
Santos de Pelé em 1959, a academia de Dudu e Ademir da Guia nos anos 60, o
tetra brasileiro de 72/73/93/94......
De 76 a 93 veio o jejum de títulos..(foi nessa época que eu comecei a torcer
pelo Verdão)..... Surgiu o apelido de porco e a torcida só aumentou nesse
período. Em 1980 era fundada a Mancha Verde. Com a era Parmalat tudo voltou ao
normal, títulos e mais títulos chegando e o Corinthians mantendo sua fama de
freguês. De 4 finais, o Verdão ganhou 3 em cima deles entre 93 e 95....
Porém as maiores emoções da história estavam reservadas para o final da década
de 90. Em 1999 ganhamos a Libertadores da América, eliminando nas 4ºs de final
quem???? Sim eles mesmos....os fregueses da "marginal sem número"... que
voltaram a ser humilhados no ano seguinte novamente... foram muitas
emoções.......
Em 2002 veio o rebaixamento, uma fase difícil porém necessária. O Palmeiras
moralizou o futebol brasileiro, voltando, na bola, para a primeira divisão, com
um show de fanatismo da torcida nas arquibancadas...... Completamos 92 anos e
só me resta agradecer aos italianos imigrantes que em 1914 tiveram a felicidade
de fundar esse clube, essa família, essa nação, essa raça, esse amor chamado
Sociedade Esportiva Palmeiras......
Obrigado Marcos, Oberdan, Luis Pereira, Roberto Carlos, Sampaio, Dudu, Ademir
da Guia, Zinho, Edu Manga, Djalma Santos, Evair, Edmundo, Vagner Love,
Pedrinho........enfim....obrigado a todos os homens que um dia vestiram e
honraram o manto verde acima de tudo e deram muitas alegrias para todos os
palmeirenses.........
Obrigado Palmeiras por existir...........obrigado Palmeiras por ser tão
maravilhoso.......... Que venham mais 90 anos de glória....... Palmeiras Eu te
amo... Palmeiras hoje e sempre....... Palmeiras até morrer......... Forte
Abraço a todos
Fernando Rosa
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| Meu Gol Inesquecível
|
Sábado chuvoso. Eu estava na casa da minha avó, junto
com minha tia fanática e meu pai, não tão fanático, mas as imagens iriam
surpreender. Final da Copa do Brasil de 1998. Palmeiras x Cruzeiro se
enfrentariam no Morumbi, reeditando mais uma final, pois em 1996 perderíamos,
um fato lamentável.
Aos 12 minutos do 1º tempo, Paulo Nunes enchia-nos de esperança. Já no segundo
tempo, mais ou menos aos 30 minutos, Zinho bateu uma falta que bateu no
travessão. Era a premonição de algo que não esperava. Aos 44 minutos, novamente
Zinho cobrou uma falta. Ele bateu no canto, o goleiro Paulo Cesar tentou
defender "de primeira" mas, deu rebote.
De repente, surge o esquisito e eficiente ( naquela época ) Oséias: quase
totalmente sem ângulo, deu um chute forte que estufou o gol Cruzeirense.
Naquele momento, meu pai e eu, ficamos tão histéricos, que até hoje a
porta da minha avó tem as marcas dos socos e pontapés. Foi uma alegria
tremenda. Até porque o Palmeiras talvez não teria a sorte de outrora nos
pênaltis, a meu ver, se bem que o Felipão calou minha boca nos pênaltis
da Libertadores, mas isso é uma outra história, que fica para uma outra vez.
Abraços!
Wellingnton Furlan
|
| Série B
|
Nunca acompanhei futebol até um certo dia. O
Palmeiras estava no ultimo jogo do Campeonato Brasileiro de 2003. Caso
perdesse, seria rebaixado. E foi o que aconteceu. O Palmeiras perdeu e fomos
rebaixados.
Apesar de não acompanhar futebol, fiquei muito triste. No ano
seguinte comecei a acompanhar os jogos do Verdão. Tínhamos que
agüentar os Corinthianos "zuando" o nosso Palmeiras. Fomos subindo
na tabela. Vagner Love e Edmilson: que ataque o Verdao tinha. Que
saudades desses caras!!
Chegamos no jogo decisivo e eu ali, roendo as unhas. Perdi a namorada só
porque não quis sair. Fiquei assistindo o jogo. Estava
muito nervoso. Andava para todo lado, até que veio o "balde de água
fria": gol do Sport.
Sem mais esperanças, fui dormir uns minutos. Acordei com o
barulho de fogos de artifício. Levantei correndo da cama vi e pude ver o
Magrão comemorando: era gol do Palmeiras. A partir do empate,
o Verdao cresceu no jogo, até que Edmilson "virou a partida" para nós.
Meus olhos encheram-se de lágrimas.
Certo que perdi minha namorada, mas o Palmeiras ganhou!
Hoje sou fanático pelo Palmeiras, amo o Palmeiras. Devo isso a Magrão,
Edmundo e tantos outros ídolos que honraram a camisa do Palmeiras!!
Everton Morais
|
| Paulistão 2006
|
Era 4 da tarde quando eu, meu tio e meu irmão
de 9 anos chegamos ao Canindé, para assistir Portuguesa x
Palmeiras pelo Paulistão 2006.
Quando chegamos, os ingressos para a torcida do Palmeiras haviam acabado;
então arriscamos fingir-se de torcedores da Portuguesa e fomos ver
o jogo no meio dos adversários. O jogo estava bom, com chances para os
dois lados, quando a Portuguesa fez 1x0. Todos ao meu lado festejaram e
eu pensava que o Palmeiras iria perder. Fim do primeiro tempo: 1x0 para
eles.
Quando o segundo tempo começou, tive que continuar fingindo ser torcedor
do adversário e logo com 1 minuto do segundo tempo, Thiago Gomes
empatou e eu tive que continuar fingindo não ter
gostado do gol. Só via os Palmeirenses diante de mim, comemorando o
empate e eu não podia estar lá comemorando.
O Palmeiras animou-se e mandou uma bola na trave e, aos dez minutos do
final do jogo, Washington foi lançado e trombou com o goleiro adversário. A
bola sobrou para o "matador" Edmundo mandar para o fundo das redes.
E eu, mais uma vez, não comemorei.
Quando o juiz apitou o final do jogo, já no caminho de casa, eu e meu
irmão pudemos comemorar aquela vitória suada e "de virada" na casa do
adversário!
Vinicius Pereira de Moura
|
| Rio - São Paulo
|
Desde que me entendo por gente sou Palmeirense!!
Demorou muito para eu ir no estádio... depois de muita insistência da minha
parte! Mas o primeiro jogo foi um presente que meu pai e meu time me deram!
Final do
Rio- São Paulo, Palmeiras X Vasco, Morumbi lotado, eu com apenas 10 anos e um
verdadeiro show... 4 a 0!! meu... indiscritível... fiquei bem no meio do
campo... bem pertinho.... apareci na TV gritando e cantando que nem louca....
huahaha.... demais! porém, o jogo que mais me marcou foi o da última rodada do
Brasileiro, ano passado... esperei dois anos para ir ao Estádio de
novo..... PALESTRA ITÁLIA: o PALMEIRAS estava em 5o, logo atrás do Fluminense,
nosso adversário! acho q eles fizeram o primeiro, e depois de nada mais que 4
bolas na trave... nós viramos e 3 min após eles empataram.... não íamos
conseguir a vaga na Libertadores.... muita gente
queria ir embora..... mas eu gritei e falei para ninguém ir, afinal faltando
20m para acabar o jogo.... ainda davaaa! ficamos e não deu outra.... o
PALMEIRAS fez 3 a 2 em um jogo emocionante.... quase tive um enfarto ao
16 anos de idadeee! huahsusa não vou desistir nunca desse time, que eu tanto
amo.... sou muita zoada, agora principalmente pelos bambis que estão se
achando.... ah! mas o mundo da voltas.... e daí sou eu quem
vai rir deles.... um beijo grande para todos os Palmeirenses.... sorte para
nós!!
Isabela Kojin Peres
|
| Dois momentos distintos
|
Dois momentos: o primeiro em 1976, eu com apenas 20
anos, quase perco meu emprego de bancário pelo fato de ficar no Palestra
comemorando até a madrugada (trabalhava das 00:00 as 6:00) o Campeonato
Paulista daquele ano, com um gol do inesquecível Jorge Mendonça, pois na época
meu chefe no Banco Itaú era um corintiano, e queria me ferrar, mas o
tempo passou fui promovido,e dei o troco naquele gambá.
2.o momento: ano 2003, um domingo, eu então com 43 anos, sai de Mongaguá às
15h15 num Fiat Uno 92, e cheguei em S Paulo (Penha), às 16h00 em ponto, e vi a
nossa queda à segunda divisão. Alguns dias depois recebi nada mais nada menos
que 5 multas por excesso de velocidade.
É isso, mas não perco a esperança VERDE, que me deu mais alegrias
do que tristezas.
José Francisco da Silva (Chico Mineiro)
|
| A primeira vez
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Quando eu fui assistir o meu Verdão pela primeira
vez, eu tinha 13 anos. Foi quando o time profissional da minha cidade subiu
para a primeira divisão do Campeonato Paulista. O nome do time é Noroeste, e
neste ano ele estava muito bem no campeonato, e todo mundo estava
cantando vitória para o Noroeste. Esse ano foi a volta do meu ídolo
Edmundo. O Verdão venceu por 3 a 1 gols de: Ricardinho, Douglas e
Washington . E assim todo mundo calou a boca.
Matheus Gaspar
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| Chora Cruzeiro
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Em 98 estava eu e alguns amigos no Estádio do
Morumbi, naquele sábado frio, mas que para mim foi um dia muito especial,
porque a partir desse dia o meu Verdão querido deu a arrancada para o titulo da
libertadores de 99 .
Foi um jogo muito sofrido contra o Cruzeiro. O Palmeiras precisava ganhar
de dois gols de diferença para ser Campeão da Copa do Brasil e ir para a
Libertadores. Tínhamos um timaço com Evair, Zinho, Alex, Paulo Nunes. O
Palmeiras fez 1x0 com Paulo Nunes e ficou o jogo todo atacando o Cruzeiro, mas
o segundo gol não saía. O Morumbi já estava meio triste e massa verde já
estava apreensiva com mais uma derrota para o cruzeiro. Mas, aos 44 do segundo
tempo houve falta para o Verdao. Zinho bateu, o goleiro defendeu,
mas no rebote Oséas, sem ângulo, marcou o segundo gol. O Morumbi quase
caiu de tanta alegria.
Para mim, foi um dos momentos mais felizes da minha vida.
Jailson Severino dos Santos
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| Dias melhores virão
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As lágrimas parecem definitivamente querer sair de
meus olhos. A dor no peito não é insuportável. Sofrer e nada poder fazer. Ter
que ao menos se apegar na esperança de que um dia, tudo vai voltar a ser
melhor.
Como é difícil ser torcedor e ligar o rádio, agüentando os comentários de que o
Verdão perdeu mais uma vez!! Como é angustiante ver a bolinha da Globo
piscando e no aviso de seus narradores: saiu mais um gol do adversário!!
Como é deplorável ter que se apegar apenas às glorias do passado e
guardar para nós mesmos essa dor insuportável e o risco de estarmos mais uma
vez na série B do Nacional!!
Puxa, Verdão, vamos mudar imediatamente!! Mostre a sua grandeza, a sua
força e honre essa torcida que canta e vibra por amor a você.
Vamos Palmeiras, acreditamos em sua recuperação. Você é valente e vai
sair dessa triste situação. Essa noite, mais uma vez colocarei a cabeça
no travesseiro e ao fechar os olhos juntamente com minha agonia, dormirei
com a esperança de ao amanhecer, poder, enfim acreditar que: DIAS
MELHORES VIRÃO !!! AMO VOCÊ, SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS !!!
VAGNER POLICARPO LUZ
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| Meu Verdão, minha História!!! |
Minha primeira vez no Palestra foi em 98: Palmeiras e
Ituano. Meu pai dizia que foi um do momentos mais emocionantes da vida dele.
Ele me segurava, para que eu visse melhor o campo e sentia meu coração
disparado e muito apreensivo. No final explodia de alegria. No auge dos
meu 8 anos via minha primeira vitória do Palmeiras.
Logo liguei para o Nono, Palmeirense roxo, para contar, alegríssimo, que vi de
perto a vitória Palestrina.
Dois anos depois vi o melhor jogo do palestra na minha vida: 4x2 na
Portuguesa sob forte chuva. Chegaríamos à final daquele Paulistão.
Mas, o primeiro dia que chorei pelo Palmeiras, (iria chorar na queda a
série B), foi na Copa do Brasil-99. Achei, depois daquela derrota nos pênaltis
para o Botafogo, que fracassaríamos na Libertadores. Mas, Graças a Deus,
estava apenas mau-humorado quanto à derrota e explodi de felicidades
semanas depois.
Meu Verdão, minha História!!!
Pedro Milaré Gropo
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| Copa dos Campeões
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Dia 25/07/2000: estava com 11 anos de idade. Eu
e meu pai, Palmeirenses roxos em casa assistindo mais uma final do Verdão e com
um time somente com jogadores desconhecidos: Flavio, Alberto, Tadei, Thiago
Matias e etc., entra
em campo.
Na final, com o time do Sport e aos 19 minutos Asprilla abre o
placar de cabeça. Isso já foi motivo de uma lágrima cair. Aos 26,
Alberto, em um chute de fora da área, com muita força, faz 2x0.
Nesse lance até Alberto chorou de emoção e aquilo para mim fez com que a
coberta que eu estava me cobrindo virasse meu lenço, e a partir daí só ouvia,
na TV, a torcida gritando: MAIS UM, MAIS UM, PALMEIRAS MEU
AMOR!!!
No segundo tempo uma estrela que brilhou: nosso goleirão, Sérgio com lindas
defesas, mas aos 41 do segundo tempo o Sport desconta.
Disse para meu pai: será que eles empatam??? Ele não respondeu. E
Sérgio, em uma noite defendendo tudo!
Final de jogo: PALMEIRAS CAMPEÃO DA COPTA DOS CAMPEÕES 2000, com um time
de jogadores desconhecidos!
Meu Palmeiras: te amo na vitÓria ou na derrota. Nasci Palmeirense, vou morrer
Palmeirense!
Jhonatan Henrique Generali
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| Ser Palmeirense |
Desde que abri pela primeira vez este site e comecei
a navegar minuciosamente e conferir tudo que ele trazia, vieram muitas
recordações em minha mente.
Desde que nasci, sou Palmeirense, assim como minha família toda, inclusive meu
pequenino filho Rafael de 10 meses.
Vieram em mente, o primeiro jogo, no Morumbi, contra o São Paulo, jogo que
perdemos de 3x1 nas semifinais do Paulistão de 1979, Paulista de 76,
Paulista de 86, Paulista de 96, 100 gols, tetra Brasileiro, Copa do Brasil 98,
mas, para mim, a maior lembrança deste gigante verde chamado Palmeiras, que
jamais sairá de minha mente, é o Paulista de 1974, diante dos "gambás",
Paulista de 1993, novamente em cima deles, tirando um jejum de 16 anos sem
títulos e a maior de todas lembranças, a Libertadores de 1999. São
lembranças que só se comparam em minha vida, ao nascimento de meu filhinho
Rafael.
Por isso, ser Palmeirense é amar, emocionar, vibrar, sofrer, torcer, gritar,
xingar e transmitir todos os sentimentos que a pessoa possa carregar dentro de
si, para seus filhos e netos, assim como aconteceu comigo quando nasci.
Ser Palmeirense é sinônimo de família. Por isso sou Palmeirense de coração e
alma, na hora de ser campeão, ou na pior das crises que um clube possa
atravessar.
Marcos Scabello
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| O coração quase
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Foi numa sexta feira, 21 de maio de 1999. Fazia frio
em SP. Eram as quartas de final da Copa do Brasil...O Palestra empatava em 2x2
com o Flamengo...e o jogo já estava nos 44 do 2º tempo..olhei no relógio:
23h40. Ia perder o metrô, mas havia um escanteio para nós..depois do
cruzamento, a bola sobra para Euller que faz 3x2. Pensei:" Dane-se o
metro!!!".O Flamengo dá a saída, o Palmeiras rouba a bola ataca e consegue
outro escanteio...Expectativa no Parque...depois do cruzamento, confusão na
área, e de repente só vejo a bola "quicando" para dentro do gol... de novo
Euller..
O Palestra Itália quase cai de tanta emoção e alegria..Meu coração quase saindo
pela boca..nem vejo a saída de bola dos carioca..só uma bola na trave
deles...mas ai o juiz apita e termina o jogo mais emocionante que eu vi estando
no estádio:Palmeiras 4x2 Flamengo
Rodrigo Andrade
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| 6 anos atrás
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Amigos, Hoje acordei com total espírito de
nostalgia............ Faz quase 6 anos que vivi os momentos mais felizes da
minha vida........o título da Libertadores da América de 1999.....
Em 1999,eu era um jovem de 17 anos,obcecado por futebol que vivia em busca de
um sonho: conquistar a América. Um ano antes meu avô, ,responsável por tudo que
o futebol representa na minha vida, disse-me, após o título da Copa do
Brasil de 1998: "meu neto,ao longo de meus 75 anos tive muitas alegrias no
futebol. Vi a Academia, vi esquadrões de encher os olhos, porém nunca vi
o triunfo em Libertadores. Espero que você consiga ter essa alegria um dia..."
Quatro meses depois ele veio a falecer, eu...eu me vi ali,sem meu mentor e
parceiro no futebol. Sem meu companheiro de todas as horas e notícias.Por quê
naquele momento, frente a uma Libertadores da América tão almejada por nós?
A tristeza e a esperança eram sentimentos que se confundiam em minha jovem
mentalidade de 17 anos.....por isso o torneio ganhou mais importância ainda....
Na primeira fase, passamos bem. Júnior Baiano foi o artilheiro da
equipe surpreendentemente e ficamos em 1ºlugar deixando o Corinthians em 2º no
grupo.... Nas oitavas de final, uma complicação: o forte Vasco da Gama de
Carlos Germano, Donizete, Juninho Pernambucano, Ramon e Cia. O primeiro jogo no
Parque, foi 1 x 1. Era quase impossível vencer lá.....Imaginem!!!!!!4 x 2
com show de Alex e Arce. Estávamos entre os 8 melhores da América.....
Nas 4ºs de final um momento único: o Corinthians.....o que pensar???Seria o
maior clássico de todos os tempos entre os dois times.....e aí começou a ser
beatificado São Marcos. Com uma seqüência de milagres, colocou-nos
entre os 4 na América, lugar onde eu nunca imaginava chegar um dia......
Nas semi finais outro fantasma: o poderoso e super campeão River Plate. Na
Argentina,1 x 0 para eles......Seria o fim????.....
Não.....que tem Alex tem tudo: 3 x 0 no Palestra lotado. Que emoção !!!
Estávamos na final, estávamos a um passo do sonho. O que diria meu avô neste
momento??? eu perguntava para o meu pai nas arquibancadas enlouquecidas do
estádio.....
Por fim chegamos a 6 anos atrás.....16/06/1999......após perder na
Colômbia por 1 x 0 para o surpreendente Deportivo Cali (gol de Bonilla) estava
eu novamente frente ao Parque Antártica, lotado.
Dessa vez o maior público de toda a sua história...O que iria
acontecer????....Eu já estava há três noites sem dormir, mas algo me
dizia que seríamos campeões. Não sei o porquê, mais a confiança era muito
grande.....
Como em toda a final, o jogo estava muito truncado. De repente em um contra-
ataque inesperado, pênalti e 1 x 0 para o Cali. Seria o fim do sonho????
Não. Algo continuava me passando muita confiança durante todo o tempo....... E
aos 23 do segundo tempo, pênalti e GOL. Dele,o maior centro avante da história
do Palmeiras: a lenda Evair........ Aos 38 minutos veio a explosão...Oséas faz
o que eu considero o gol mais importante da vida do Palmeiras: ,2 x 1.
Estávamos vivos e nos pênaltis tínhamos Marcos......
No momento dos pênaltis não sabia o que fazer. Não sentia mais minhas pernas e
não tinhas mais unhas. O Palestra Itália fora tomado por um silêncio
ensurdecedor............ Zinho perdeu o primeiro. Logo depois os gringos
desperdiçaram......4 x 3.......Zapata era o último batedor.........e se ele
errasse............
Foram 85 anos de história que passaram como um filme na cabeça de cada torcedor
que esperava o momento da cobrança......PRÁ FORA..............
Éramos o melhor time da América............ Eu enlouqueci, gritei, chorei,
quase enfartei......Meu avô tinha razão: eu vi o título mais importante da
história.
Ao invés de tristeza por ele não estar comigo naquele momento, veio uma
felicidade muito grande pois eu havia descoberto quem estava me enviando tanta
confiança nos momentos mais difíceis......era ele......independente de qualquer
crença eu tenho certeza que ele estava lá...e ....chorou comigo e vibrou comigo
quando o monstro sagrado César Sampaio levantou a taça em frente as tribunas do
Palestra.......
Hoje, já se passaram 6 anos. Muitas alegrias e decepções também passaram e
ainda passarão na história deste clube maravilhoso, mas aqueles momentos eu
levarei para o resto da minha vida e sem dúvida, nenhuma contarei aos
meus netos cada detalhe desta conquista com a mesma emoção que um dia contaram
pra mim...........
Obrigado Marcos, Arce, Júnior Baiano, Roque Jr, Cléber, Júnior, Sampaio,
Galeano, Alex, Zinho, Paulo Nunes, Oséas, EVAIR e mestre Felipão.......por tudo
que vocês representaram na minha vida e na história da Sociedade Esportiva
Palmeiras......
Fernando Rosa
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| Orgulho de ser Palmeirense
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Confesso que a final da Libertadores
foi, sem dúvida, uma conquista memorável...
Mas aquele jogo contra os "gambás" não me sairá da cabeça nunca... Estava eu,
(só eu de PALMEIRENSE), na casa de um amigo, que por sinal era torcedor do
Fluminense, mas queria que o Verdão ganhasse...
Havia mais três corinthianos, "tirando uma com minha cara", dizendo que
"daquela vez não teria pro Verdão"...
Mas, que nada. Como sempre acontece, o "timinho" sempre treme contra nós em
jogos decisivos... O jogo seguiu, ganhamos de 3x2 e foi para os pênaltis com o
sempre glorioso São Marcos defendendo o penalti do "atleta de Cristo"
Marcelinho Carioca"...
Que delícia. Os corinthianos da casa saíram correndo e eu não me contive e
corria como um louco para sei lá onde... e chorava de emoção mais tarde, com o
orgulho estampado de como é bom ser PALMEIRENSE, sempre com o Verdão, na
primeira, segunda, terceira, qualquer divisão.... O amor aumenta a cada dia...
Fabio de Aquino
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| Chora Marcelinho!!! |
Quero dizer que naquela época eu tinha 8 anos. Quando, no dia do jogo, os
meus amigos Corintianos disseram que o Corinthians ia ganhar o
segundo jogo, o pai dos dois foi em casa para ver o jogo.
Quase fiquei sem voz quando Euller, em um passe de gênio de Júnior, fez
um golaço. Porém, cinco minutos depois, Luizão, impedido, empatou e
no segundo tempo virou para os gambás, quando os corintianos começaram a
"zuar" o meu pai e a mim.
Logo após, passe do rei da noite, Galeano, que passou para Alex
fazer outro golaço em Dida.
Depois disso, os corintianos ficaram com medo, quando Galeano
fez outro golaço.
Na hora dos pênaltis, todos os jogadores do Palmeiras e gambás
converteram e então chegou a hora do Marcelinho. Ele fez aquela palhaçada com a
bola e bateu. Eu nem preciso dizer o que aconteceu. Vou narrar o
pênalti: "atenção, Marcelinho Carioca correu, partiu, defendeu
Marcos. O Palmeiras elimina o Corinthians da libertadores 2000 e está na
final". Chora Marcelinho.
Vinicius Pereira de Moura
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| Momento Mágico
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| Estava eu na casa do vizinho para assistir em 2001,
Palmeiras x São Paulo no Morumbi.
No jogo todos apontavam como o São Paulo como favorito, mas
quem levou a melhor foi o Palestra! O jogo já estava 2 x 0 para o alviverde
quando, de repente, surge um meia franzino chamado Alex, que como se estivesse
em uma pelada, humilha o seu rival. Ele com um domínio raro que tinha, deu um
chapéu no zagueiro; mais um no goleiro e estufa a bola ao gol. Foi o gol mais
lindo que eu vi o Palmeiras fazer. Obra prima!
Wellington Furlan
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| Indescritivel |
Indescritível, é o que senti naquele dia. Tinha
19 anos e nunca tinha comemorado um título importante. Isso era tempo
demais para um apaixonado alucinado pelo VERDÃO.
Tinha muitos amigos e conhecidos corintianos, que sempre zombavam,
dizendo que nunca veria meu Palmeiras campeão. Lembro-me da tristeza que
tive em 1986, quando, na primeira vez que vi o VERDÃO numa final,
sucumbimos diante da Inter de Limeira.
Em 92 foi o São Paulo que engasgou meu grito de " é campeão". "MAS O DESTINO
PREPARAVA UMA SURPRESA", pra mim, inesquecível, delirante.No primeiro jogo da
final, muita expectativa pelo time que o PALMEIRAS tinha, mas por outro
lado, muito medo também de perder, justo para os gambás. Seria um golpe
muito duro para um fervoroso Palmeirense, louco para ver seu time
campeão, mas vamos lá... ...Não poderia ser pior: 1x0 para os "gambás"
e o infeliz do Viola comemorando seu gol zombando e desrespeitando a
Nação Palmeirense.
Aquela semana que antecedia o segundo jogo parecia não ter fim. Zombaria,
gozações dos corintianos, pressão de todos os lados, muita humilhação, a
mídia destacando a força do Corinthians e muitos apontando-os como campeõe, e o
PALMEIRAS então, mais um ano na fila. No segundo jogo, disse à minha mãe
que "era" até então Corintiana, que não agüentaria assistir o jogo, mas
resolvi assistir no centro da cidade, mas não conseguia ficar num lugar
parado. Ia de bar em bar, na casa de amigos. Isso foi em Analândia, cidade
pequena onde conhecia muita gente.
LEMBRO-ME DO PRIMEIRO GOL, ZINHO, dentro da área marcou p/ o VERDÃO. Daí
em diante foi um massacre, 3x0. Mas os corintianos insistiam em
infernizar e eu os ouvia dizendo, que na prorrogação mesmo perdendo por
3x0 bastava um gol e o Corinthians ia acabar com nossa alegria e que
seria ainda mais sofrido perder o título na prorrogação por 1x0 tendo
goleado no tempo normal. Confesso que fiquei com medo, pois o regulamento
do campeonato era podre, e poderia, num lance de azar, beneficiar um time
que não era nem a sombra do Palmeiras... ...Mas aí veio o pênalti. Quem
vai bater? Bom, para desespero Corintiano, "ele", o maior batedor de
pênaltis que já vi em toda minha vida. Quando Evair arrumou a bola na
marca do pênalti, vi cair o semblante de todos os corintianos a minha
volta. O silêncio era total, Evair cobrou com perfeição, e o silêncio foi
quebrado de uma forma impressionante. Os gritos, as lágrimas, o desabafo.
Eram muitos e muitos Palmeirenses. Foi um momento ímpar, a maior carreata
que eu tinha visto. Subi em casa para pegar minha bandeira e lá estava
eu, na carroceria de um caminhão lotado de Palmeirenses. A um quarteirão
de casa avistei minha MÃE correndo com a bandeira do Verdão em
minha direção com lágrimas nos olhos. Eu também chorava, muito emocionado
e minha alegria foi redobrada vendo minha mãe com lágrimas comemorar
comigo o TÍTULO MAIS IMPORTANTE DA MINHA VIDA! Depois daquele dia minha
mãe não torceu mais para o rival. Ela viu a minha grande paixão pelo
PALMEIRAS, que a partir de então me deu muitas outras alegrias.
Um abraço a toda nação Palmeirense.
Rubens Gregio Junior
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| Aquela Tarde de Sábado
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Junho de 1993. O Palmeiras iria completar 17 anos sem
conquistar um título. Nesta época eu só tinha 23 anos de idade e o Palmeiras
conquistou o último título em 1976, quando eu tinha somente 6 anos de idade.
Voltando ao sábado de junho, aquela tarde em que todos os Palmeirenses estavam
entalados com o Viola e o timinho do gambá, veio a redenção, aquele time cheio
de craques como: Evair (meu eterno matador), Edmundo, Mazinho, César Sampaio e
outros, fizeram realmente eu presenciar meu time ser campeão.
É uma emoção tremenda eu lembrar aquela tarde de sábado, quando o Brasil todo
estava pintado de verde com o Palmeiras se sagrando campeão e logo em cima do
timinho. É inesquecível!
João Alexandre Lopes
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| Brasileirão 94
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Era semifinal do Campeonato Brasileiro de 94.
Enfrentar-se-iam Palmeiras x Guarani. Na outra semifinal, Galo x nosso rival.
O estádio charmoso do Pacaembu estava lindo de verde. Meu pai, meu irmão, meu
tio José Carlos ( In memorian 27/12/2004 ) e eu, fomos para ver aquele timaço
de Evair, Zinho, Roberto Carlos e tantos outros, acabar com o melhor time do
campeonato.
Pois bem, o Palmeiras foi avante ao ataque mas o Guarani abriu o placar. Julio
Cesar fez o gol.
Fiquei preocupado, pois era quase final do 1º tempo. Mas, um minuto depois,
Roberto Carlos cruzou a bola razante que passou pela zaga e de " calcanhar "
Clebão empatou.
No segundo tempo um jogaço! Quando Zinho, de falta, acertou o canto de Jean (a
bola tocou no zagueiro Cláudio, que depois jogaria no Palestra) foi uma
explosão só de alegria. Evair deu números finais com uma sapatada de fora da
área. Pra mim se não foi o melhor, foi um dos melhores jogos que já assisti.
Wellington Furlan
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| Libertadores 1999
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Quem não se lembra da Copa Libertadores de 1999 ???
Pois é, foi sofrida, batalhada e suada, mas veio.
O melhor foi primeiro eliminarmos os antigos campeões, o todo poderoso
Vasco da Gama na época. Depois vieram os corintianos, que tinham um grande
time, mas nosso Verdão foi superior. Vencemos...ufa e foi nos penaltis.
Estávamos disputanto três campeonatos ao mesmo tempo (Campeonato Paulista, Copa
do Brasil e Libertadores). Chegamos à final do Paulistão, à semi-final da Copa
do Brasil e estávamos na semi-final da Libertadores, prontos pra enfrentar o
River Plate. Perdemos fora de casa por 1 a 0 mas o time não se abalou. Aqui no
Palestra vencemos por 3 a 0 (lembro-me como se fosse hoje) e então fomos para a
final enfrentar o Deportivo. Novamente perdemos o primeiro jogo, 1 a 0, mas
aqui o Verdão é imbatível. Vencemos por 2 a 1 e fomos então para os pênaltis.
Aí meu coração buscava força que ate hoje não sei de onde, para continuar
batendo. Nos pênaltis começamos mal, perdemos o primeiro (aquilo me deixou
desesperado), mas depois acertamos todos. Então eles erraram um e empatamos.
Euller bateu o último nosso (que perfeição) e então Zapata veio pra
chutar, correu para bola e foi ... para fora. (gritei muito nessa hora,
foi demais, Campeões da América !!!) Quando vi tinha lágrimas nos olhos.
Rapha
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| Mercosul de 2000 e Brasileiro 2004 |
Apesar de todas as alegrias que nosso glorioso
Palmeiras já nos deu, a lembrança que vou relatar aconteceu em 2000 pela Copa
Mercosul.
Triste lembrança pra qualquer coração Alviverde. Nosso time batia o Vasco
da
Gama por 3x0, com jogadores como Magrão, Flavio, Neném e deixou o Vasco
da Gama em 45 minutos virar o jogo e festejar o triunfo em nossa casa.
Com certeza esse dia não sai da cabeça de nenhum torcedor do Verdão. A
derrota foi sofrida demais, tanto para nós torcedores, quanto para os
nossos jogadores.
Porém, minha maior felicidade foi em 2004. Sai do Espírito Santo e fui
pra São Paulo assistir Palmeiras x Atlético-PR, no primeiro tempo o
Atletico-Pr fez 1x0 com Dennis Marques, porém o Verdão estava demais
nesse dia, um jogador em especial estava demais: PEDRINHO, o reizinho
acabou com o jogo, o Verdão virou pra 3x1, com gols de:
Ricardinho empatanto o jogo, Lúcio 2x1, e ele PEDRINHO 3x1. Festa no
Palestra Itália. E eu emocionado demais. Valeu Palmeiras.
Bráulio Barbosa
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| Importante Título
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Lembro-me como se fosse hoje. Fomos ao jogo, eu (na
época com 7 anos), meu pai, minha mãe e meu irmão. 2 x 1 para o Verdão no tempo
normal (2° gol do Oséas).
Pênaltis: apesar de ter só 7 anos, eu já percebia a importância daquele
título para aquela imensa torcida. 1° Pênalti, Zinho para a Bola: no
travessão!!! Comecei a chorar, meu pai me acalmava e dizia que tudo daria
certo.Um erro no 3° (ou seria 4°?) pênalti me deu esperança de volta. Último
pênalti: Zapata ia para a cobrança, gritos de "fora, fora". Zapata corre e bate
... para fora!!!
Não sabia se comemorava ou se chorava. Chorei, de emoção e de alegria... Por
ser PALMEIRENSE.
Felipe Boim
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| Minhas Alegrias e Minhas Tristezas
|
Perdoem os meus 50 anos, pois pelo visto só jovens
têm escrito nesta coluna, mas não pude me conter e preciso contar as minhas
alegrias e tristezas já passadas.
Minha maior emoção foi em nos anos 60, quando fui pela primeira vez ao estádio.
Era no Pacaembu. Palmeiras e Flamengo. Fui sozinho, com 10 anos de idade, meus
pais não sabiam e demorou muito tempo para acreditarem que eu realmente tinha
ido mesmo.
Mas vamos ao jogo: estádio lotado, o Palmeiras com Valdir, Djalma Santos,
Ademir da Guia, Servilio, Gallardo e outros que não lembro agora e o Flamengo
com a estréia de Ademar Pantera, nosso ex-ídolo. Placar final 3 a 3. Fiquei
maravilhado com tudo aquilo, que guardo na memória como se fosse hoje.
Tristeza? 1986. Palmeiras e Inter de Limeira. Chamei meu irmão para assistir o
jogo. Terminado, ele foi embora triste sem nada falar e eu fiquei sozinho
na sala, mudo, com a garganta sufocada, isso até 1993, quando gritei, chorei,
com a vitória sobre o Corinthians. Fiquei de alma renovada. Por ser palmeirense
roxo, minha filha Marianna, de 16 anos, é roxa como eu. Quando da queda para a
segunda divisão, no jogo contra o Vitória, ela olhou para mim chorando e disse:
Pai, e agora? Confesso que nada falei. Abracei bem forte e choramos juntos.
Espero ter mais alegrias do que tristezas daqui para frente, mas quero dizer
aos jovens palmeirenses que tudo na vida é valido. Alegria e tristeza caminham
lado a lado. Vivam de forma saudável, torçam com amor, com emoção, sem
violência. Se nosso time perder, não desanime, não desconte em ninguém
sua mágoa. Sempre o dia de amanhã será melhor. Um abraço a todos.
Benedito Valdir do Prado
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| O Desastre
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Esse foi um dos momentos negativos mais marcantes da
minha vida. Foi, basicamente, o meu desastre Palestrino.
Estava na casa do meu primo, preparando-me para assistir a última
partida do Palmeiras do 2º turno do campeonato de 2003. O Palmeiras poderia
tanto cair quanto manter-se na elite. Apenas dependia de sua garra e de suar a
camisa contra o Vitória-BA. Um sofrimento total.
Eu falei que estava na casa do meu primo (ele , meu tio e meu outro primo eram
corinthianos). Estava tenso , e então começa o jogo. Não me lembro muito bem do
desenrolar do jogo , graças as alegrias que o palestra me proporcionou depois
de subir de volta , mas eram mais ou menos 35 minutos do 2° tempo e o
jogo estava 3 a 2. Meus primos e meu tio estavam es festa , me "zuando" até não
poder mais e, para variar, o Palmeiras leva o 4º gol.
Vou para o quarto de meu primo , desabo a chorar , onde nem Deus poderia me
consolar , e meu primo colocou o hino do Corinthians no ultimo volume , dando
risadas de felicidade. Então , comecei a rezar , chorando , pedi que Deus
tivesse piedade daquele time que não parava de acumular títulos, para não ser
rebaixado para a 2° divisão , não era justo , e então o Palmeiras faz um gol
aos 42 (+ ou -) , e eu grito sem parar desabafando para o nada , e dando
risadas para não desidratar em lágrimas, que não paravam de cair.
Não resolveu , e o Palmeiras foi rebaixado. Foi um dos momentos em que entrei
em depressão mais rapidamente , mas sai , um pouco tarde , um ano depois , na
volta do Verdão para a elite de times do Brasil.
Rodrigo Rossi Fragoso
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| O Palmeiras Faz Parte de Mim
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Muitos torcedores tem um time de futebol só um
divertimento , quando o time perde o abandonam e procuram divertimento
melhor... Outro tipo de torcedor torce só para ficar bem com a maioria ,
prefere aquele time de torcida gigante que todo mundo rasga elogios.. muitos
desses torcedores não sabem um mínimo da história e nem bem da atualidade...
Cito esses exemplos para contar um pouco do Palmeiras em minha vida e ir de
encontro ao belíssimo texto do Editorial... Passei toda minha infância com meus
avós e meu tio ( meus pais trabalhavam ) ... Acabei contaminado por esse
espírito palestrino... Não era só torcer pelo Palestra , era criar uma simpatia
por tudo que estava relacionado ao Palestra... A década de 80 foi doida para
nós palmeirenses, mas meu amor pelo Verdão sempre foi inabalável... não era
novidade muitas vezes eu ser o único palmeirense na sala de aula, quem haveria
de torcer para um time em uma fase tão ruim ??? eu haveria de torcer... tinha
fé e certeza que um dia comemoraria um título do Verdão junto da pessoa que
mais amava , meu avô... A final do Paulista de 92 era o grande momento de sair
da fila ... fomos derrotados por 4 a 2 no primeiro jogo e me lembro da
tristeza.... mas meu avô me garantia que o segundo jogo seria melhor... A vida
nem sempre é como desejamos , muitas vezes nos apronta peças ... Dias antes do
segundo jogo , uma grande derrota marcou minha vida.. meu avô faleceu... o
sonho de comemorar um título junto dele havia acabado... O segundo jogo daquele
Paulista confesso que não assisti.. não tinha clima .. eu tinha só 12 anos e
não imaginava minha vida sem meu avô palmeirense... Minha vida que era feliz
para meus 12 anos se tornou triste.. não tinha mais o meu companheiro... Mas
pensando em meu avô me apeguei ainda mais no que ele amava. : o Palmeiras..
Aquele ano de 1993 seria a da redenção.. a cada vitória , a cada gol a cada
grande momento meu avô estava junto de mim.. não haveria de me faltar.... Eis
que chegamos a final... uma derrota doida no primeiro jogo abalou muitos
palmeirenses... eu não... lembrei das palavras de meu avô em 92, o segundo jogo
será diferente... e foi... A incontestável vitória por 4 a 0 sobre ''eles'' pos
fim ao jejum de títulos ... mas para mim fez muito mais, me fez comemorar um
título com meu avô que naquele dia com toda certeza estava junto de mim em cada
bola dividida , em cada gol alviverde... Isso é o Palmeiras , isso representa o
Palmeiras.. não um time de futebol , mas um pouco de nossas vidas... Obrigado
Verdão , por em 1993 me fazer voltar a sorrir....
Lourenço Corsi Neto
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| Orgulho Palmeirense
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Para defini-lo, talvez seja necessário apenas um
adjetivo:' Divino'. Ademir
da Guia não foi apenas o melhor jogador da historia do nosso Palmeiras.
Ele foi e será sempre o homem que engrandeceu a historia de nosso clube.
Com sua natural modéstia há pouco assim se expressou: "acho que joguei um
pouquinho, sim. Afinal, fui titular durante mais de 15 anos".
Obrigado, amigo Ademir, por tudo que representa ao palmeirense. Você
ficará para sempre dentro de todos nós.
Alceu Malossi
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| Um Dia Mágico
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16/06 - 6 anos de um título imortal
O dia: 16/06/99. A madrugada do dia 16 já nasceu diferente. Com certeza, a
noite que o Palmeirense dormiu com o ingresso na cabeceira e sua camisa
amarrotada pelo cobertor.
Pela manhã, Carlos levanta e sente o cheiro do ar. Levanta tranqüilo e segue
até a cozinha. Começa a preparar seu café da manhã e pega o jornal. Primeira
página: "Palmeiras busca título inédito". Lendo a frase, Carlos já se arrepia e
vai tomar um banho. Logicamente, hino do Palmeiras bem alto na sala.
Bem cedo e Carlos sai para trabalhar. Na mochila, camisa do Verdão e o ingresso
valioso para assistir a grande final da Taça Libertadores da América 1999. No
semáforo, Carlos olha pro lado e vê um carro com seis pessoas com a camisa do
Palmeiras. Ele abre a janela e pergunta:
- Nervosos? - Pergunta Carlos.
Os seis respondem:
- Palmeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiras!!!!!!! - gritavam, enlouquecidos.
O clima alviverde tomou conta da cidade. Não existiam corintianos nem
São-Paulinos. Todos concentrados para a partida de logo mais à noite. O medo
pairava, afinal, o Palmeiras havia perdido a primeira partida por 1 a 0, na
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