sábado, 22 de novembro de 2008
 
 
Mais Punições

Os últimos tempos do Palmeiras têm marcado profundamente sua torcida. De um lado decepções e insucessos, e grande parte dos torcedores sem entender os porquês disso, por outro, torcedores e sócios que ao conhecerem as razões dessa fase do Palmeiras, resolveram engajar-se em um movimento para reverter estes momentos vergonhosos e tristes, no retorno à mais gloriosa história de todos os clubes brasileiros, estes lutaram e lutam para um Palmeiras cada dia maior, que dignifique seu passado vencedor, e que justifique a cada dia o título de Campeão do Século XX.
Dentro destes Palmeirenses, que aderiram aos movimentos de oposição, muitos tiveram o conhecimento da situação interna no Palmeiras através da Internet, e a partir desta tendência formou-se uma comunidade fortíssima de troca de informações sobre o Palestra. E esta comunidade de um modo geral, com raríssimas exceções, muitas e muitas vezes manifestou-se contrária a diversos atos da administração do Palmeiras.
Observando estes acontecimentos, a situação passou a utilizar-se de pessoas de utilidade questionável, convocando estes indivíduos a coletar e-mails e informações enviadas através de listas de discussões e mensagens particulares para que, caso sejam sócios, tenham que vir dar satisfações à conhecida comissão de sindicância e por vezes sofram punições e restrições como forma de "cala boca".
Uma destas situações aconteceu com o sócio e membro e um dos fundadores do movimento Muda Palmeiras, Cassiano Ricardo Galan Pantaleo,  muito ativo na Internet, participando por anos de todas as listas de discussões do Palmeiras, que foi convocado, por duas ocasiões diferentes, para dar explicações sobre e-mails enviados nestas mesmas listas, aliás na primeira vez, sendo a primeira ocasião em que se utilizaram da Internet para este expediente, com o objetivo de "alertar" para os perigos dessas comunicações contrárias à administração.
Já, pela segunda vez o sócio obteve punição de 180 dias, 6 meses penalizado sem o direito de se utilizar do clube, o qual nunca atrasou uma única mensalidade, mesmo nesse período de suspensão. A punição  deu-se entre março e agosto de 2004.  Detalhe importante: a mensagem mencionada, foi uma mensagem retransmitida, de outra autoria, e por proposta de um advogado do clube presente ao depoimento, as punições seriam evitadas com uma carta de retratação ao Conselho.
Como a mensagem era realmente ostensiva e severa demais com o Conselho, o sócio optou por fazer a carta  retratando-se pelos exageros, embora enaltecendo que a autoria não era do mesmo. Sabe-se lá qual a intenção desta carta, pois a punição foi aplicada da mesma maneira, ao contrário do entendimento na ocasião. Não se sabe também até onde o Conselho do Palmeiras era e é, conivente com estas situações de perseguições dentro do clube.
O que se espera é que as administrações sempre tenham a transparência necessária e estejam prontas a responder às críticas com melhorias e aperfeiçoamento, e não com ações de caça às opiniões contrárias, tal como ocorria na ditadura militar tempos atrás neste País, e que não voltemos a ter que lutar contra ditaduras no Brasil, e que no Palmeiras vença a democracia e o bom senso.

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